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TERRA

Posted in Uncategorized on Dezembro 8, 2007 by Guaraná

(CEcília MEireles)
Surgi do meio dos túmulos,
para aprender o meu nome.
Desci na sombra das ruas,
como pelas tuas veias:
Vi tantos rôstos ocultos
de tantas figuras pálidas!
Por longas noites inúmeras,
em minha assombrada cara
houve grandes rios mudos
como os desenhos dos mapas.

VEIA=RIO=RUA
visto de cima, de longe, em larga escala, os rios são caminhos para o mar, assim como as veias levam ao coração. Nele estão os rostos ocultos das figuras pálidas (os mortos). São assombros, lembranças ou sadade? Porque seus rios são mudos? (também serão os meus?) Incomunicabilidade visual, verbal, tátea, sensitiva. Energia despida de si dissipa-se? Será que ela morre enquanto  meus rios de veia emudecem?