Cula

Postado em personagem em Dezembro 8, 2007 por Guaraná

ele está anestesiado pela violência. não sente a dor, nem a desesperança de nã estar mais e não ser. não sabe nem procura entender o porquê ds ciclos, das vindas e idas. quems e vai se ele ainda está? quem deixou-lhe se, nele, ainda é? incomunicabilidade não passa a existir com a ida, mas pode ser também uma opção e para ele era simples. não sinta

“sim. meus mortos são essas poeiras em qu ouso tocar sem o menor intuito higiênico. É fcar sujo de mim e degolar-se em palavras próximas do que não se é, mas foi – era preciso(.)(?) E, degolado, ele surge para aprender seu próprio nome.”

TERRA

Postado em Uncategorized em Dezembro 8, 2007 por Guaraná

(CEcília MEireles)
Surgi do meio dos túmulos,
para aprender o meu nome.
Desci na sombra das ruas,
como pelas tuas veias:
Vi tantos rôstos ocultos
de tantas figuras pálidas!
Por longas noites inúmeras,
em minha assombrada cara
houve grandes rios mudos
como os desenhos dos mapas.

VEIA=RIO=RUA
visto de cima, de longe, em larga escala, os rios são caminhos para o mar, assim como as veias levam ao coração. Nele estão os rostos ocultos das figuras pálidas (os mortos). São assombros, lembranças ou sadade? Porque seus rios são mudos? (também serão os meus?) Incomunicabilidade visual, verbal, tátea, sensitiva. Energia despida de si dissipa-se? Será que ela morre enquanto  meus rios de veia emudecem?

sentindo

Postado em criação, sentir em Dezembro 8, 2007 por Guaraná

Barra de ajuste de cor e apito agudo em baixo volume aparecem na tela. O som do ajuste vai aumentando lentamente enquanto se escuta uma narração lenta…

 

Ajuste-se

Ajuste sim

 

…que também vai aumentando a velocidade até não entendermos o que se fala. Nesse momento o som do ajuste de volume está insuportável.

 

(POV) Câmera subjetiva lenta passeia (bêbada) por uma casa até entrar num cômodo onde vemos uma parede lisa e uma cama pequena. Câmera não entra no quarto, vemos apenas de longe, da porta.

 

 

 

 

agora é como depois de um enterro, deixa-me nste leito do tamanho do meu corpo, junto à parede lisa, de onde brota um sono vazio (cECÍLIA mEIRELES)

aqui

Postado em criação, sentir em Dezembro 8, 2007 por Guaraná

este, transformo num lugar. num império que abriga o qua inda está por vir, o que espero sentir para poder transformar em palavras sem sentido, em imagens que me ocultam e libertam a paisagem brusca do que ainda não sei explicar. está muito dentro de mim para que eu veja com clareza